terça-feira, 20 de outubro de 2009

Quem sou eu afinal?


Quem sou eu afinal?

Tenho saudades de ti

Tenho saudades de tudo

Quero te ver

Quero ver tudo

Mas tenho receio que aconteça algo

Saio de casa

Olho para o céu

E o tempo passa sem eu dar por isso

Penso e penso... e a única solução é agir rapidamente

Porque o tempo passa e ninguém espera por mim

( Mesmo pensado assim... ainda continuo a ter receio de uma coisa... sou incerto... sou como a vida, porque a vida é uma incerteza... a única certeza que existe neste mundo é a morte. )

Miguel Cruz

Quando estou sozinho

Quando estou sozinho
E quando vejo... que não tenho ninguém ao meu lado
Então decido fazer uma coisa
Escrever... basta escrever... para não pensar tanto...
Às vezes sinto que quando estou a falar com alguém... aquele alguém que é importante para mim
Não se importa muito e nem me dá a atenção que eu desejava que desse...
Não interessa... não vale a pena falar mais sobre isso... porque também não vai mudar em nada
Fico até um pouco triste... mas não vale de nada
Não vai mudar nada...
Escrevo... e olho para mim mesmo... penso... e já não sei o que fazer mais...
Enfim... eu bem lá no fundo... digo duas coisas... mas quem sou eu afinal? Ninguém?
Adiante...
Por vezes quando escrevo... às vezes sinto que escrevia noutro tempo... noutro lugar...
Mas... que tinham as mesmas pessoas... as mesmas coisas... as únicas diferenças eram apenas o tempo e o lugar...
Pergunto me... quem sou eu... mas não tenho resposta

Para conhecer alguém verdadeiramente... primeiro precisamos de duvidar
Para acertar... é preciso errar primeiro
Para amar alguém verdadeiramente... precisa se conhecer o que é realmente a falta do amor
Para conhecer realmente a felicidade... precisa se de sofrer bastante

Isto o que escrevi... é apenas uma coisa que estava na minha cabeça... nada demais

Eu vou caminhar até ao fim... do meu objectivo...
O caminho pode ter muitos obstáculos, muitos buracos, muitas barreiras
Mas... nunca vou desistir... lutarei até ao fim... eu amo verdadeiramente aquilo que quero
É por isso que nunca vou desistir... porque se desistir... é como se morresse na guerra.
Miguel Cruz

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Uma estrela...

E lá vou eu escrever mais uma vez
Estava eu... andado por aí
Olho e avisto a tão distante estrela
Recolho algumas pedras e vou jogando para longe
Para tentar acertar na estrela que pretendo
Mas... não consigo
Vejo... e penso... o que estou eu a fazer?
Devo estar maluco ou coisa parecida...
Isto é uma coisa impossível
O céu é tão grande... há tantas estrelas...
Qual é a minha razão de eu querer apenas esta estrela?
Talvez seja porque quando a vejo... o sorriso está sempre presente
É por isso que quero apenas esta estrela e mais nenhuma
Mas... não consigo
A noite passa... penso e olho para o céu...
Fecho os olhos... e adormeço
No dia seguinte acordo bem cedo... e vou olhar para a estrela
Para sorrir novamente...
Mas... não consigo chegar a ela... porque?
Queria estar nos teus sonhos... mas... não consigo
Queria que olhasses para mim
E que visses que eu existo...

Miguel Cruz

domingo, 4 de outubro de 2009

Ignorância...


A minha mão escreve agora
E diz me que sou um infeliz em plena escuridão e a luz não existe
Vejo ao espelho e a juventude passa sem eu dar por isso
Caminho e vejo os passos de cada um
Vejo que eles estão felizes e eu não

Ter mentalidade é bom? Será?
Traz sabedoria... mas ela não vem só... ela traz a solidão e a ignorância
É muita experiencia... mas é também muita ilusão
Faço de conta que está tudo bem... mas não... não está
Dou voltas e voltas... e não vejo significado nenhum

Ouço... transmito... mas não me ouvem... porque?
Não querem ouvir já sei...
É fácil ignorar... mas tolerar é mais difícil
Tão difícil de compreender
Será que eu sei alguma coisa?

Como suporto esta ignorância... diz me lá?
Tanto tempo... sempre com tolerância... e será que vale de algo?
Admiro muito estar neste mundo
Tenho uma coisa na qual eu adoro fazer
Transmitir aquilo que sinto para este mundo incompreensível...

Por vezes existem momentos injustos e sem explicação

Miguel Cruz

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Não são com simples palavras


Não são com simples palavras que se conquista algo...

Mas sim com muita luta... vemos o exemplo das guerras

Onde está presente o medo de avançar e o medo de sofrer as consequências...

No início pode ser muito duro

Pode ser a pior coisa das nossa vidas...

Mas se conseguirmos chegar ao fim, é porque ganhamos e o fim vai ser bom

Se tudo fosse fácil... não havia lutas nem sofrimento...

Mas nada é facil nesta vida... mas com o tempo e com a esperança... consegue-se...

Porque se não tivermos esperança... morremos e nao conquistamos...


Miguel Cruz

segunda-feira, 6 de julho de 2009

(Talvez) Um desabafo...

Acordo
E percebi onde estava
Estava no mundo muito diferente daquele que era ontem
Onde estavas tu e eu
E nós os dois tínhamos feito as pazes
Não sei qual a razão e nem o porque dessa situação...
Depois de ter despedido de ti
Acontece uma coisa que nunca tinha esperado
Aparece um grupo de seres selvagens
E tentam fazer me mal
Mas eu não deixava que isso acontecesse
Continuava a não deixar...
De repente acontece uma coisa
Aparece um ser onde estava prestes a fazer justiça
Mas... Enganei-me
Pensava que me ia ajudar, mas afinal não
A morte agora já era uma certeza
Olho a minha volta
Para ver se conseguia te ver pela última vez
Quando finalmente te vejo...

Penso e digo “A morte quando está presente em nós, o tempo é tudo, os 10 segundos que passaram agora... podem não ser nada para muitos... mas para mim... foi tudo. “Perco as forças e caio para o lado...

Durante a noite passada sonhei com a morte, talvez seja por pensar muito na vida, descobre-se que a vida nunca é livre... é sempre algo desconhecida... o medo está sempre presente... o medo de perder algo... até perder a própria vida ou perder alguém muito importante.

A vida pode ser uma experiência boa ou cruel, depende de como a vida nos é dada...

Tentamos sempre pensar em viver o dia de cada vez, e não pensar no dia de amanhã...

Nós tentamos saber como é a vida com filosofias, teorias, entre outras formas de como encara-la... mas não adianta muito... não vai ser com filosofias e teorias que sabemos mais que as outras pessoas... não, não é assim... mas sim com os erros que cometemos ao longo da vida. É assim que aprendemos... e não com filosofias e teorias.

Por vezes pensamos que controlamos a vida, e esquecemos que ela pode ter um fim (sem darmos por isso), por vezes o tempo passa tão depressa que nós nem damos por isso, descobrimos que afinal devíamos ter feito algo (mas não fizemos por isso), olhamos para o relógio e pensa se assim “O tempo nunca mais passa... “ (Em vez de pensarmos o contrário, quando pensamos assim... devíamos fazer algo para mudar isso) e quando olhamos para o calendário pensa se assim... “Nunca mais acaba a semana, quer o fim-de-semana já... “, nunca estamos mesmo satisfeitos com nada... devíamos pensar de outra forma, mas não pensamos. Queremos sempre controlar o tempo, queremos que ele passa devagar ou passe depressa, depende das coisas do nosso interesse, quando vemos que a vida está acabar, pensamos então... queria viver mais, pois a vida foi tão curta, queria mais dias... queria que passasse mais devagar... ou seja... nunca sabemos o que queremos. Saudade daqueles tempos de escola... saudades daquelas pessoas que gostavam tanto de nós e nunca tinha reparado nisso... a vida é tão confusa e egoísta... Porque somos assim?

Dizem que esperar é uma virtude, que saber esperar... por vezes trazem coisas boas...

Será que é bom dar um tempo?

Dar um tempo aos pensamentos sim e aos sentimentos será que é bom?

Por exemplo quando gostamos muito de uma pessoa, temos tempo para reagir e para pensar?

O tempo em relação a essas coisas... não comanda...

O tempo não controla as saudades...

O tempo não controla o passado...

Por vezes nem o tempo faz esquecer o passado...

O tempo é injusto para aqueles que tem sentimentos “verdadeiros”

O tempo nunca informa quando alguma coisa chega ao fim...

Gostava de controlar isso, mas não consigo

É impossível...

Miguel Cruz

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Triste...

Tenho o poder de resistir a muita coisa
Um poder que conquistou muitas batalhas
Mas um poder que não conquistou a guerra

O tempo foi passado
E nada mudou
Sou racional?
Não... Não sou
Estou tão envergonhado
De não agir igual...

Quando verificar que o mundo perdeu todo o seu valor
Eu vou abandona-lo
Eu contei os dias e os actos
Sentimentos mais que profundos...
Pensar que a vida é boa...
Mas afinal não...

Tenho a certeza...
Agora choro...
Mas amanhã será um novo dia
E tudo ficará bem

Aquela mão que não foi estendida...
Aquela voz distante...
Penso de tudo
Penso que não valeu a pena...
Tudo tem o seu peso
A sua medida..

E um dia irá se arrepender por tudo o que fez...

=FIM=

Miguel Cruz